Peças Soltas

as peças de teatro de Jorge Louraço Figueira …e não só

Prelúdios

Tive muita sorte nas vésperas de Natal porque na terça, quando fui às Leituras no Mosteiro falar da peça No Papel da Vítima, dos Irmãos Presniakov, a pianista Eliana Veríssimo abriu a sessão tocando prelúdios de Shostakovich e Lera Auerbach (aqui está ela, ao piano, noutra coisa); e na quarta assisti ao Remix Ensemble e à Orquestra Barroca, na Casa da Música, a tocarem, respectivamente, Wolfgang Rihm e Bach (em especial a cantata Ich Habe Genug, que pode ser ouvida, noutra versão, aqui). Há sempre russos e alemães (e ingleses, franceses, portugueses…) para nos lembrar como as coisas são. Bom ano novo!

Rei Duas Vezes

REI DUAS VEZES fecha o ciclo dedicado à história fictícia de Coimbra que começou com A Biblioteca Russa e  teve o segundo momento em Coimbra 1111.

A peça tem, como de costume, várias fontes de inspiração: as colecções Os Cinco e Mistério, de Enid Blyton; a novela Um Yankee do Connecticut na Corte do Rei Artur, de Mark Twain; o conto A Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho, de Mário de Carvalho; os filmes A Maldição de Frankestein, Drácula e A Múmia, da Hammer Film Productions; a longa-metragem Os Visitantes, com Jean Reno; o sketch televisivo da Entrevista Histórica a D. Afonso Henriques, de Herman José… enfim, uma mistura de coisas da cultura popular, para não dizer de massas. Talvez nesta salgalhada  se entreveja o tal carácter nacional português… ou pelo menos algum carácter. Descubra as referências.

Le Notti di Cabiria

Na mesma noite dos cortes de 40% nos apoios da Secretaria de Estado da Cultura, vi - na ESMAE – o retrato da nossa ingenuidade. (Ou, como vem no IMDb, «A waifish prostitute wanders the streets of Rome looking for true love but finds only heartbreak».)

As vezes que for preciso

Rei Duas Vezes estreia esta semana na OMT, em Coimbra, e fica em cena até final de Dezembro. É o último de uma trilogia dedicada à história alternativa de Coimbra, iniciada com A Biblioteca Russa e seguida com Coimbra 1111. Mas é também o resultado de uma pesquisa d’ O Teatrão sobre  (entre outras coisas) o real, o ficcional e o histórico iniciada muito antes, com Cabaré da Santa, Dom Quixote (de Coimbra), República/s e Noite de Reis.

Sicrano de Bergerac em SP

Estreado no FITEI deste ano, com um elenco misto de actores profissionais, estudantes, reclusos e reclusas, Sicrano (na foto com Beltrana) vai ao Teatro João Caetano, em São Paulo, integrado no VI Circuito de Teatro em Português.

São Quixote

Está hoje e amanhã na minha rua, em Matosinhos (no cine-teatro Constantino Nery), vindo expressamente de Coimbra.

Leituras no Mosteiro

…de São Bento da Vitória, no Porto

27 setembro: Peças Curtas Cláudia Lucas Chéu, Daniel Jonas, Jorge Palinhos, Jorge Louraço Figueira, Marta Freitas, Rui Pina Coelho

 

 

 

Coimbra 1111

O dossier d’ A Cabra sobre o espectáculo aqui.

Outro país, outra cidade, outro tempo

Este ano desafiámos quatro dramaturgos a escrever dando resposta ao que acontece no dia-a-dia. O tema poderia ser Portugal, 2011 – com a vantagem de, estando ainda a meio do ano, poderem inventar o que quer que fosse. Em paralelo, vamos apresentar textos inspirados no trabalho de Inês d’Orey na série «Porto Interior». Tempo e espaço concretos são os motivos próximos destes textos, numa tentativa de testar a actualidade (e a perenidade) destas novas dramaturgias. Pareceu-nos a única coisa a fazer no ano da evocação do Fazer a Festa – que faria trinta anos nesta edição se vivêssemos noutro país, noutra cidade, noutro tempo.

A ilusão de ser amado…

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