Para o Maia: na costa de Portugal os homens são enterrados à vista de grandes muros caiados de branco, e as mulheres arranjam as flores nos túmulos como se tentassem guardar os corpos longe do mar. Quem, por um momento, espreita os muros (mesmo com mau tempo a luz fere e obriga a desviar o olhar), pode ver que, por trás deles, a massa do Atlântico aguarda paciente a hora em que nos iremos encontrar no fundo do mar. Até à vista.
Peças Soltas
as peças de teatro de Jorge Louraço Figueira …e não sóNa despedida do cabaretier-mor
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