O Kilimanjaro visto daqui

00000443_0001_tPode-se pensar que esta peça é sobre Hemingway, sobre a Europa e África, sobre o séc. XX. Mas é sobretudo, através desses filtros, acerca de um certo país, uma certa maneira de estar, uma certa maneira de pôr as coisas, muito familiar, reproduzida aqui com fantasia e fidelidade. Reconhecemo-nos, arrisco dizer, nestas figuras estrangeiras (não estrangeiradas; pelo contrário, aportuguesadas), sem ponta de provincianismo. Afinal, ter um festival como o de Almada só pode originar um teatro simultaneamente do bairro e do mundo. Rodrigo Francisco assina uma encenação e uma dramaturgia dignas de nota, por várias razões, mas sobretudo por ser escrita e encenada para os atores levantarem voo, um por um e no conjunto. Há uma unidade neste trabalho que só se consegue tendo uma belíssima equipa e as ideias no sítio. Bom gosto, bom gosto, bom gosto, mas também sangue na guelra. Vão ver.

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