Onde é que vão estar amanhã?

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Estreou na quinta, mas isto das críticas já não é no dia: saiu hoje este texto sobre O Animador, de John Osborne, versão de Rui Pina Coelho e encenação de Gonçalo Amorim, com João Pedro Vaz no principal papel. A peça está em cartaz até domingo no Teatro do Campo Alegre e depois segue para Lisboa, onde se apresentam no Teatro Nacional D. Maria II. (Na foto, The Legendary Tigerman, que fez o som e a música e ainda actua no espectáculo.)

A bandeira britânica é posta a meia-haste durante o espectáculo, não pelo fim dos impérios, creio. Na rua do Almada, a bandeira é desfraldada. Por coincidência, no espaço da Mala Voadora no Porto, que comemora o aniversário, o mote da festa é Inglaterra, com 600 People, de Alex Kelly; Your Best Guess; Confirmation, de Chris Thorpe; What I Heard About the World e vários lançamentos, concertos, numa palavra: party.

Podia ser o mote para uma reflexão sobre a influência do teatro inglês no teatro português, ou pelo menos sobre a trocas de alguns artistas com outros artistas. António Pinto Ribeiro e Catarina Vaz Pinto promoveram na Gulbenkian, em 2004 e em 2007, dois cursos de encenação, com os Third Angel, onde estiveram Jorge Andrade, Maria Gil, Joana Craveiro, Victor Hugo Pontes, Alfredo Martins, Paula Diogo, to name a few. Fica para a academia avaliar a importância desses dois laboratórios de devising nos espectáculos feitos desde então. A Sinais de Cena 2, de 2004, com o artigo Teaching Directing Devising, de Alex Kelly, deu o primeiro passo.

Os Visões Úteis também são anglófilos (talvez mais que o próprio Gregory Motton, com quem trabalharam inúmeras vezes). No TeCA está um espectáculo com título em inglês: Yuck Factor. Mas quem preferir algo mais continental ou mais ibérico, vá, tem a Bovary, de Tiago Rodrigues, a partir de Flaubert, no TNSJ e Noite, dos Circolando, a partir de Al Berto, no Rivoli.

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