Máscaras de nascença

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Este é Kãniatã-no, o atual líder da aldeia de Paratatsi, em 1982. Variações do Corpo Selvagem, a exposição de fotografias do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, com curadoria de Eduardo Sterzi e Veronica Stigger, no SESC Ipiranga, terminou dia 17. Entre tanta legenda sobre como os índios somos um outro, não pude deixar de pensar na Amazónia das reservas visitáveis do Museu Nacional de Etnologia, em Lisboa e no título da exposição que deu origem a uma parte desse acervo: Os índios, nós.

Sobre os clichés de portugueses, índios e negros de várias nações, duas coisas: Rita Natálio e Joana Levi criaram o Museu Encantador, em exposição na Caixa Cultural São Paulo, e uma performance, que pode ser vista de 30/1 a 28/2, onde se misturam “o imaginário da colonização portuguesa, lendas indígenas de encantamento, fandango, galos de Barcelos e danças inventadas de terreiro”. E Tiago Cadete criou uma performance que também é sobre ideias feitas da brasilidade, e que também estreia a 30/1, mas na ZDB, em Lisboa: Alla Prima. A peça estará na Mala Voadora do Porto a 5 e 6/3.

Postas e tiradas as máscaras de branco, preto, pardo, vermelho, amarelo, que fazem parte das distinções oficiais, como agem na prática as pessoas do Brasil?

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