Lançar Diálogos: Crítica de Artes do Espetáculo e Esfera Pública (3)

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Depois da intervenção matinal de Diana Damian-Martin, repleta de provocações, seguiu-se um emocionante debate, em que a casta de críticos, ou pelo menos a parte da casta que estava presente, teve a oportunidade de parar e olhar em volta os caminhos tomados e por tomar.

Seguiu-se, à tarde, a fala final de Luiz Fernando Ramos, “A cena da crítica contemporânea: artes expandidas e sociedades contraídas”, em que o orador traçou um panorama geral das artes cénicas dos últimos tempos, remate perfeito para os dois dias de debate. Luiz Fernando defendeu a existência de uma “cena expandida”, que passou a caracterizar em termos que ultrapassam a dimensão deste blogue.

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Chamando à colação Hume, Kant e Oscar Wilde, Ramos mostrou como o desempenho de atores e espectadores assenta numa mimesis performativa, não meramente dramática, mas também relacionada com as outras artes, seja como espelhamento seja como inovação. Uma mimesis mais distante do teatro do que soía, e da qual já há suficientes exemplos para se poder chamá-la uma tradição pós-moderna. A verificar no volume Mimesis performativa: a margem de invenção possível, da editora Anna Blume.

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