Ana Cristina César a gosto

Tudo que eu nunca te disse, dentro destas margens. A curriola consolava. O assunto era sempre outro. Os espiões não informavam direito. A intimidade era teatro. O tom de voz subtraía um número. As cartas, quando chegavam, certos silêncios, nunca mais. Excesso de atenção varrido para baixo do capacho. Risco a lápis sobre o débito.... Continue Reading →

António, Antônio ou Antonio?

Contundência é uma palavra que tenho usado ultimamente como bengala para falar dos espectáculos. Mas "Antonio, Lindo Antonio", o filme da Ana Maria Gomes, que ganhou o prémio do público e o do júri em Vila do Conde, é uma faca afiada que se tira do peito e deixa a sangrar o coração. Se puderem, não percam (numa das... Continue Reading →

Performance Arte Portuguesa 3

O último dia começou com as comunicações "Traduzir Oralidade: O futuro da arte? de Ernesto de Sousa", de Pedro Barateiro; "Os Rituais Tradicionais Portugueses na performance de Armando Azevedo e Albuquerque Mendes", de Beatriz Albuquerque; e "O engajador engajado", apresentada por mim. Falei sobre as evocações do Brasil nas peças Velocidade Máxima (2009), do Coletivo 84; Vontade de Ter Vontade (2012),... Continue Reading →

Perfomance Arte Portuguesa 2

Duas cronologias, uma do ACARTE entre 1984 e 1989, da autoria de Ana Bigotte Vieira, e outra da Arte da Performance Portuguesa, de Sandra Guerreiro Dias, marcam esta segunda manhã do simpósio Performance Arte Portuguesa. No primeiro painel, além de Bigotte Vieira, intervieram Hélia Marçal e Daniela Salazar. No segundo, Guerreiro Dias e Ana Rito.... Continue Reading →

Perfomance Arte Portuguesa 1

Começa hoje o simpósio Performance Arte Portuguesa: 2 ciclos para 1 arquivo, no Museu Coleção Berardo. Abriu agora com Cláudia Madeira, Fernando M. de Oliveira, Hélia Marçal, Paulo Filipe Monteiro e Pedro Lapa na mesa da sessão de abertura. O orador que dará o tom para as intervenções de hoje é — dentro de minutos —... Continue Reading →

Antes só que mal acompanhado

Chega amanhã a Lisboa, ao D. Maria II, a dupla de atores camionistas Estêvão Antunes e Simon Frankel, a bordo do espectáculo “Viajantes Solitários", estreado o ano passado em Viseu. No Porto, o espectáculo pôde ser visto uns tempos antes de “Espólios”. Este último espectáculo, recorde-se, tinha uma ligação mais estreita a “Esta é a... Continue Reading →

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